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Filha é Condenada a Quase 22 Anos por Tentar Envenenar a Mãe Hospitalizada em São Luís

Um crime chocante e de grande repercussão judicial marcou o Maranhão: Maria Eduarda Marques foi condenada a quase 22 anos de prisão pela tentativa de assassinato da própria mãe, Sandra Maria Marques. O ato de extrema crueldade ocorreu dentro de um hospital em São Luís, onde a vítima estava internada e em estado vulnerável. A filha tentou, por duas vezes, envenenar Sandra utilizando o conhecido “chumbinho”, um pesticida altamente tóxico.

O Plano Macabro no Leito Hospitalar

A tragédia se desenrolou no Hospital Geral da Vila Luizão, onde Sandra Maria Marques recebia tratamento para atrofia multissistêmica, uma condição debilitante. Maria Eduarda, aproveitando-se da sua posição de acompanhante da mãe, elaborou um plano para ceifar a vida dela. As autoridades revelaram que as ações criminosas ocorreram em abril de 2025, expondo a fragilidade da paciente e a frieza da agressora.

A Trama de Envenenamento e a Descoberta

As Duas Tentativas Frustradas

A primeira ação criminosa ocorreu em 24 de abril de 2025, por volta das 19h. Maria Eduarda abordou uma técnica de enfermagem, solicitando que trocasse a medicação padrão do hospital por um frasco que trazia consigo, justificando que o medicamento hospitalar seria 'genérico'. A profissional, atenta, notou a presença de estranhas bolinhas pretas no líquido, levantando imediatamente a suspeita e comunicando a médica responsável.

Apenas três dias depois, em 27 de abril, por volta das 9h, uma nova tentativa: Maria Eduarda apresentou outro frasco a uma médica do hospital. Ela alegou que o medicamento havia desaparecido no plantão anterior e era essencial para que a mãe, que estaria com dificuldades para dormir, o recebesse. Diante do histórico recente e da nova alegação, a médica prontamente alertou a direção do hospital, que acionou a polícia. Durante o depoimento inicial, Maria Eduarda negou a manipulação dos medicamentos e chegou a tentar atribuir a autoria dos frascos ao seu irmão, que desmentiu qualquer envolvimento.

A Vigilância Profissional que Salvou uma Vida

A vida de Sandra foi salva graças à perspicácia e ao profissionalismo da equipe de saúde do hospital. A desconfiança dos funcionários diante dos frasmos suspeitos foi crucial para impedir a administração das substâncias nocivas. Testes periciais subsequentes confirmaram a presença de terbufós e alfametrina nos recipientes – ingredientes ativos do conhecido 'chumbinho', um pesticida ilegal e letal. A rápida intervenção dos profissionais e a pronta comunicação às autoridades foram decisivas para evitar um desfecho fatal.

Justiça é Feita: Condenação por Tentativa de Feminicídio Qualificado

O Veredito do Tribunal do Júri

O 1º Tribunal do Júri de São Luís considerou Maria Eduarda Marques culpada pela tentativa de homicídio da mãe. A pena imposta foi de 21 anos, 11 meses e 26 dias de reclusão. Após a condenação, o juiz Gilberto de Moura Lima determinou a expedição de mandado de prisão para o início imediato do cumprimento da pena. Os jurados condenaram Maria Eduarda por tentativa de feminicídio em contexto de violência familiar, reconhecendo a natureza do crime contra uma mulher no âmbito familiar.

Agravantes e o Enquadramento Legal

Durante o julgamento, foram reconhecidas diversas qualificadoras para o crime: o uso de veneno, que impossibilitou qualquer defesa da vítima; e o fato de o crime ter sido cometido contra ascendente (a própria mãe) e contra pessoa enferma, aproveitando-se da extrema vulnerabilidade de Sandra, que estava hospitalizada. O promotor de justiça Agamenon Batista de Almeida Júnior foi enfático ao solicitar o reconhecimento dessas agravantes, que contribuíram para a severidade da sentença.

A Captura da Condenada

Após os eventos criminosos no hospital, Maria Eduarda mudou-se para Santa Rita, no interior do Maranhão. Contudo, a justiça a alcançou. Ela foi localizada e presa ao sair de uma academia, cumprindo um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. A prisão marcou o fim da fuga e o início do cumprimento da pena pelo grave crime cometido.

Este caso sombrio não apenas destaca a brutalidade de um crime contra a própria família, mas também ressalta a importância vital da vigilância e do profissionalismo dos trabalhadores da saúde. A rápida identificação dos perigos e a ação imediata da equipe médica foram cruciais para evitar um desfecho fatal. A condenação de Maria Eduarda Marques reforça o compromisso da justiça em coibir a violência, especialmente contra os mais vulneráveis, e envia uma mensagem clara sobre as severas consequências para atos de tamanha crueldade.

Fonte: https://g1.globo.com

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