A cantora Simony obteve uma vitória significativa na Justiça, livrando-se da obrigação de devolver o cachê de um show que nunca aconteceu. Em um desfecho que surpreendeu muitos, a ação movida pela empresa SV Experience contra a artista foi encerrada em seu favor, graças a um detalhe técnico crucial na lei que impede a continuidade do processo.
O Início da Disputa e as Acusações
A controvérsia teve origem quando a empresa SV Experience Artes e Promoções alegou ter contratado Simony, em outubro de 2021, para uma apresentação no evento 'Caravana SV Experience'. Segundo a contratante, o valor de R$ 7 mil foi pago integralmente à cantora, mas a performance não se concretizou conforme o acordo.
As Alegações da SV Experience
A empresa afirmou que, apesar de Simony ter confirmado presença em diversas ocasiões, a artista não compareceu às datas agendadas. Após tentativas frustradas de reagendamento e o envio de uma notificação extrajudicial em outubro de 2024, a SV Experience decidiu acionar a Justiça, cobrando o valor atualizado do cachê, que somava aproximadamente R$ 7,8 mil.
A Decisão Judicial: Prescrição como Fator Determinante
Em uma sentença proferida em junho deste ano, o juiz Gustavo Nardi julgou improcedentes os pedidos da SV Experience. A principal razão para essa decisão foi o reconhecimento da prescrição do direito de cobrar a quantia, um conceito legal que estabelece um prazo limite para que ações sejam movidas.
Compreendendo os Prazos Legais
O magistrado explicou que a legislação brasileira prevê um período de três anos para que alguém possa pleitear judicialmente a devolução de um valor que considera ter sido recebido indevidamente. No caso em questão, o juiz observou que o cachê de Simony foi pago em 2021, mas a ação judicial só foi protocolada em 2025, ou seja, após o término integral do prazo legal estabelecido. Essa demora fez com que a empresa perdesse o direito de exigir o ressarcimento.
Conclusão do Caso e Suas Implicações
Com a constatação da prescrição, a SV Experience perdeu a capacidade legal de buscar a reparação financeira na esfera judicial. A sentença encerra o caso com resolução do mérito, o que significa que a matéria foi devidamente discutida e não poderá ser reaberta em futuras ações com os mesmos fundamentos. Assim, Simony está legalmente desobrigada de restituir o valor, e o processo serve como um lembrete da importância crítica da atenção aos prazos processuais para todas as partes envolvidas em disputas legais.
Fonte: https://www.metropoles.com






