No palco eletrizante das quartas de final da Copa do Mundo, um feito notável aguarda o meio-campista Fabián Ruiz, da seleção espanhola. Com uma impressionante sequência de 47 partidas sem derrotas vestindo a camisa da Espanha, o jogador se aproxima de um dos recordes mais lendários do futebol de seleções: a marca de 49 jogos invictos estabelecida por ninguém menos que o ícone brasileiro Garrincha. O confronto decisivo contra a Bélgica não é apenas uma busca por uma vaga na semifinal, mas também a chance de Ruiz inscrever seu nome em um seleto rol de gigantes do esporte.
Em Busca da História: Fabián Ruiz e a Lenda da Invencibilidade
A invencibilidade de Fabián Ruiz com a seleção espanhola é um feito que ressoa com a grandiosidade de outros nomes do futebol mundial. Apenas a dois jogos de igualar os 49 duelos sem perder de Garrincha, conquistados entre 1955 e 1966 com a camisa brasileira, o meio-campista está no limiar de uma marca que poucos atletas alcançam. Essa estatística, compilada pelo renomado jornalista especializado Mister Chip, coloca o espanhol em uma posição de destaque.
Ao analisar o cenário completo, Fabián Ruiz ocupa atualmente a terceira posição entre os jogadores com as maiores sequências invictas por seleções principais. À sua frente, além de Garrincha, está o compatriota Carlos Marchena, detentor do recorde absoluto com 57 jogos sem derrota pela Espanha entre 2003 e 2010. Logo atrás de Fabián, com 39 partidas, figura o lendário Zinedine Zidane, que alcançou sua sequência pela França entre 1997 e 2001. A cada partida, Ruiz reafirma seu lugar entre esses ícones.
A Jornada de Adaptação de Fabián Ruiz na Fúria
Apesar de sua notável sequência invicta, Fabián Ruiz vive um período de adaptação dentro da própria seleção. Habitual titular da Espanha nos últimos dois anos, o jogador do PSG viu seu espaço no time principal ser reavaliado após o empate sem gols com Cabo Verde na estreia do Mundial. Desde então, o técnico Luis de la Fuente implementou uma reformulação no meio-campo, optando por uma formação mais ofensiva.
Resiliência e Espírito de Equipe
Mesmo diante da mudança em seu status, a postura de Fabián tem sido exemplar. Com maturidade e foco no coletivo, o meio-campista expressou em entrevista a um jornal britânico: “Não é importante saber quem joga. O importante é que nos apoiemos uns aos outros.” Essa declaração reflete o espírito de união que a comissão técnica busca incutir no grupo.
O técnico Luis de la Fuente, por sua vez, fez questão de sublinhar a importância do atleta para o elenco. “Ele continua sendo tão importante, começando os jogos ou não”, afirmou o treinador, que vê em Fabián um jogador capaz de alterar o curso de uma partida vindo do banco. Em tom descontraído, o próprio jogador brincou sobre sua invencibilidade em outra entrevista, comentando que faz piadas com a equipe técnica e colegas, sugerindo que deveriam escalá-lo “mesmo se estivesse lesionado” para manter a sequência.
A Espanha Invicta: Uma Força Coletiva Rumo à Semifinal
A impressionante marca de Fabián Ruiz se insere em um contexto de sucesso coletivo igualmente notável. A seleção espanhola como um todo também ostenta uma sequência de invencibilidade histórica, com 35 jogos sem derrotas, igualando um recorde nacional. Esta marca anterior pertencia à equipe comandada por Luis Aragonés e, posteriormente, Vicente Del Bosque, entre fevereiro de 2007 e junho de 2009, período que culminou com o título da Eurocopa em 2008.
Demonstrando uma solidez defensiva exemplar, a Espanha é a única seleção neste Mundial a não ter sofrido gols até o momento. Essa consistência será posta à prova contra a Bélgica nesta sexta-feira, em Los Angeles, em um confronto decisivo agendado para as 16h (horário de Brasília). A partida terá transmissão ao vivo e promete ser um espetáculo de alto nível.
À medida que a Espanha se prepara para o embate crucial contra a Bélgica, os olhos do mundo do futebol estarão atentos não apenas ao desempenho da talentosa equipe, mas também à saga pessoal de Fabián Ruiz. Sua notável sequência de invencibilidade é um testamento de sua consistência e contribuição, e a oportunidade de igualar o lendário Garrincha adiciona uma camada extra de drama e história a esta Copa do Mundo. Seja em campo desde o início ou vindo do banco, Fabián simboliza a força e a adaptabilidade de uma seleção que busca, coletivamente e individualmente, escrever novos capítulos em sua gloriosa história.
Fonte: https://ge.globo.com






