A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está em intensa movimentação para garantir a votação do Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, também conhecido como PL do endividamento rural, antes do recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho. O objetivo é oferecer um alívio financeiro crucial para produtores rurais em todo o Brasil, e para isso, a FPA busca o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Articulação Prioritária com a Liderança da Câmara
A FPA tem como estratégia principal evidenciar a Hugo Motta, do Republicanos-PB, a urgência de incluir a proposta na agenda de votações do Plenário o mais breve possível. Embora uma data oficial para o encontro ainda não tenha sido definida, o convite formal já foi entregue, e a expectativa é que a reunião ocorra nos próximos dias. Essa abordagem já se mostrou eficaz no passado, como na articulação do 'dia do agro', que resultou no avanço de diversas pautas de interesse do setor.
A Importância de Priorizar a Votação
Para os parlamentares que representam o agronegócio, a rápida tramitação e aprovação do PL 5.122/2023 é fundamental. A matéria busca oferecer condições de renegociação de dívidas que permitam aos produtores rurais recuperarem sua capacidade financeira, preparando-os para o próximo ciclo de plantio e garantindo a continuidade da produção agrícola no país.
O Diálogo com o Ministério da Fazenda sobre o Custo Fiscal
Paralelamente, a FPA busca um diálogo construtivo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para debater o impacto financeiro do PL. Há uma divergência significativa entre as estimativas de custo: enquanto a Frente Parlamentar projeta um valor de R$ 65 bilhões ao longo de 13 anos, a equipe econômica do Ministério da Fazenda calcula que o montante poderia chegar a R$ 140 bilhões no mesmo período. Essa diferença tem sido um dos principais entraves para o avanço da proposta.
Buscando Consenso sobre o Custo e a Viabilidade
Recentemente, a participação do ministro Durigan em uma audiência conjunta na Câmara trouxe um novo ânimo aos parlamentares. Ele sinalizou que a votação seria possível caso o projeto fosse de natureza 'autorizativa', ou seja, sem criar uma obrigação imediata para o orçamento público. A FPA considera que o PL 5.122/2023 se encaixa perfeitamente nesse pré-requisito, o que fortalece a esperança de um acordo. Embora um encontro formal com o ministro ainda não tenha sido agendado, a Frente espera que ele ocorra em breve para alinhar os termos e permitir que os produtores acessem as linhas de crédito do próximo Plano Safra.
A renegociação das dívidas é vista como um passo essencial para proporcionar estabilidade ao campo e assegurar condições ideais para o planejamento e execução das próximas safras. A FPA continua engajada nessas negociações, buscando um desfecho positivo que beneficie o agronegócio nacional e a economia do país.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br





