O chocante caso do brutal assassinato de um casal de idosos em Belo Horizonte (MG) ganhou um novo e alarmante desdobramento. Laudos periciais recentes revelaram a presença de clonazepam, um potente sedativo, no sangue das vítimas, sugerindo uma premeditação que agrava ainda mais a barbárie do crime. A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, principal suspeita e já detida, é apontada como a responsável por dopar os idosos, reduzindo drasticamente suas chances de defesa antes de desferir dezenas de facadas.
A investigação da Polícia Civil de Minas Gerais avança, consolidando evidências contra a suspeita, cuja prisão em Itabira trouxe à tona detalhes macabros e um possível motivo financeiro por trás da tragédia que ceifou a vida do advogado Cláudio Atala Inácio e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala, ambos de 75 anos.
A Descoberta Crucial: Sedativo no Sangue das Vítimas
A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que Cláudio e Maria Clotilde foram drogados com clonazepam. Esta descoberta é fundamental, pois reforça a tese de que a ação da criminosa foi planejada para anular qualquer resistência das vítimas, que foram atacadas com cerca de 50 facadas em seu próprio apartamento no bairro São Pedro. O uso do medicamento indica uma tentativa calculada de facilitar o roubo e o subsequente assassinato, tornando o cenário do crime ainda mais perturbador.
A Suspeita e os Desenrolares da Investigação
Prisão, Confissão e a Versão da Suspeita
Paola Stefany Neto Cirino foi localizada e presa em Itabira, onde se escondia em um hotel. No momento da detenção, ela não ofereceu resistência e expressou arrependimento, alegando que já esperava ser encontrada pelas autoridades e que, caso contrário, se apresentaria. Durante o depoimento, a suspeita confessou o crime, justificando suas ações com um suposto 'surto psicótico' e 'vozes' que a teriam instruído. Ela afirmou ter destruído a própria vida e a de outros, revelando que, após o roubo, 'não ficou satisfeita' e decidiu matar o casal.
A motivação para o crime, segundo o depoimento de Paola, estaria ligada a dívidas vultosas. Ela acumulou um débito de aproximadamente R$ 40 mil com agiotas da região, resultado de jogos de azar online. Essa dívida a teria impulsionado a cometer o latrocínio, que é o roubo seguido de morte, a principal linha de investigação do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri).
Dinâmica do Crime e Pistas Coletadas
Movimentação da Suspeita e Recuperação de Bens
Câmeras de segurança registraram a entrada de Paola no prédio das vítimas às 7h30 da manhã e sua saída por volta das 15h30 do mesmo dia. Ao deixar o local, a suspeita havia trocado de roupa e carregava, além de sua bolsa original, duas grandes sacolas adicionais, indicando o roubo de pertences. A polícia agiu rapidamente na recuperação de parte dos itens levados da residência, incluindo relógios, que foram devolvidos à família das vítimas por um comprador que, até o momento, não apresentou indícios de má-fé.
O Mistério de Possíveis Cúmplices
Apesar da confissão, a investigação ainda não descartou a participação de outras pessoas. Imagens mostram Paola entrando em um carro após sair do prédio, o que levanta a dúvida se o veículo era conduzido por um segundo envolvido no crime ou apenas por um motorista de aplicativo acionado por ela. Após o ocorrido, Paola buscou seus pertences e os do filho na casa da tia, alegando que viajaria para o Espírito Santo ou se hospedaria em um hotel, e desapareceu, evidenciando uma tentativa de fuga planejada. A polícia segue investigando para esclarecer todos os pontos e confirmar se a diarista agiu sozinha ou teve ajuda de terceiros.
Conclusão: Justiça para as Vítimas e o Avanço da Lei
O caso do assassinato do casal de idosos em Belo Horizonte, agora com a confirmação do uso de sedativos e a confissão da suspeita, reforça a complexidade das investigações criminais e a importância do trabalho pericial. A revelação das dívidas de jogo como possível gatilho para a violência extrema ressalta os perigos do vício e suas consequências devastadoras. Enquanto o processo legal avança, a sociedade aguarda por justiça para Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala, e por respostas completas sobre a extensão e a dinâmica desse crime hediondo. A audiência de custódia da suspeita marca um próximo passo fundamental no desdobramento judicial, prometendo trazer mais clareza a este trágico episódio.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br






