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WAGs: Desvendando o Termo que Ganha Destaque nos Bastidores do Esporte

Você já deve ter se deparado com a sigla WAG ao navegar pelas redes sociais, especialmente em publicações sobre o mundo dos esportes. Figuras como a influenciadora Bruna Biancardi, por exemplo, são frequentemente associadas a essa denominação. Mas, afinal, o que significa esse termo e por que ele se tornou tão popular? WAG é a abreviação da expressão em inglês 'wives and girlfriends', que significa 'esposas e namoradas'. Ele é utilizado para identificar as companheiras de atletas profissionais que, cada vez mais, atraem os holofotes para si, seja nos bastidores ou nas arquibancadas dos grandes eventos.

A Origem e a Explosão da Fama do Termo WAG

Como a Sigla WAG Surgiu?

A história da sigla WAG remonta ao ano de 2002, quando apareceu pela primeira vez em um jornal britânico, o 'Sunday Telegraph'. Naquela ocasião, uma reportagem revelou que um hotel em Dubai utilizava a expressão para se referir às esposas e namoradas dos jogadores da seleção inglesa de futebol. Este foi o ponto de partida para um termo que, em pouco tempo, ganharia o mundo.

O Fenômeno Victoria Beckham e a Copa de 2006

A viralização do termo WAG atingiu seu auge durante a Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha. A imprensa e o público voltaram suas atenções para as companheiras dos atletas, e uma figura em particular se destacou: Victoria Beckham. Integrante da famosa banda Spice Girls e esposa de David Beckham, um dos jogadores mais celebrados do planeta, Victoria se tornou uma das primeiras e mais influentes WAGs do futebol. Sua projeção ajudou a popularizar o termo e abriu caminho para que outras esposas e namoradas de atletas ganhassem visibilidade, com Victoria inclusive lançando documentários sobre a vida de sua família.

WAG: Um Título Pejorativo ou de Empoderamento?

A Perspectiva Psicológica sobre o Termo

A discussão sobre se o termo WAG é pejorativo é pertinente. Segundo a psicóloga Veronica Lemos de Oliveira, que adota a Abordagem Centrada na Pessoa, cada indivíduo é muito mais complexo do que os papéis sociais que desempenha. Para ela, a sigla não é necessariamente negativa por si só, mas merece atenção quanto à forma como é aplicada. Existe o risco de reduzir a identidade de uma mulher unicamente ao seu vínculo com um homem famoso, negligenciando sua individualidade e outras conquistas.

Contudo, o papel social dessas mulheres tem evoluído significativamente. Muitas que antes permaneciam nos bastidores agora são empreendedoras, influenciadoras digitais, desenvolvem suas próprias carreiras e constroem trajetórias independentes, que vão além do relacionamento afetivo. A psicóloga conclui que a questão central não reside no termo WAG em si, mas na maneira como essas mulheres são percebidas. Infelizmente, resquícios de uma estrutura patriarcal ainda tendem a associar o sucesso feminino aos relacionamentos amorosos, de uma forma que raramente ocorre com os homens.

De Ícones a Novas Caras: As WAGs da Atualidade

Após o pioneirismo de Victoria Beckham, diversas outras celebridades entraram para o grupo das WAGs, ganhando destaque global. Entre elas, podemos citar Shakira (ex-esposa de Gerard Piqué), Gisele Bündchen (ex-esposa de Tom Brady), Georgina Rodríguez (esposa de Cristiano Ronaldo) e Antonela Roccuzzo (esposa de Lionel Messi), que se tornaram figuras influentes por direito próprio.

Recentemente, o termo WAG ressurgiu com força nas redes sociais e na mídia, impulsionado por grandes eventos esportivos. Bruna Biancardi, que acompanha Neymar Jr. nos Estados Unidos, é um dos nomes mais comentados, compartilhando os bastidores de suas viagens e dos preparativos para os jogos. Ela se junta a outras companheiras de jogadores, como Duda Fournier (esposa de Lucas Paquetá) e Gabriely Miranda (esposa de Endrick), que também marcam presença e ganham visibilidade em eventos importantes.

Em suma, o termo WAG, que começou como uma simples sigla para esposas e namoradas de atletas, evoluiu para representar um complexo fenômeno cultural. Embora carregue consigo discussões sobre a objetificação feminina, ele também reflete a crescente independência e o protagonismo dessas mulheres, que cada vez mais se destacam por suas próprias carreiras e influências. O desafio é mudar o olhar, valorizando a singularidade de cada uma delas, para além do status de 'companheira de'.

Fonte: https://g1.globo.com

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